O título da Exortação é Christus Vivit, Cristo vive. O Papa Francisco começa recordando que Ele é a nossa esperança e a mais bela juventude deste mundo! Tudo que Ele toca torna -se novo, enche-se de vida.  Cristo traz esperança aos jovens do mundo.  Falando aos jovens o Papa reforça: Ele vive e quer-te- vivo.

 

O Papa faz memória dos personagens juvenis bem conhecidos no Antigo Testamento como José, que, apesar de ser o mais jovem entre os filhos de Jacó, torna-se favorecido por Deus. Outros personagens como Samuel, Saul, Davi, Salomão, Rute também são citados. Todos esses foram chamados à missão na fase juvenil de suas vidas. Jovens que atendendo ao chamado de Deus se puseram a caminho como protagonistas de suas histórias e chegam a transformar a sociedade em que viviam, e no Novo testamento Jesus o eternamente jovem, quer dar-nos um coração sempre jovem.

Sobre a Pastoral Juvenil, o Papa Francisco lembra que essa pastoral precisa ser sinodal,  ou seja, caminhar juntos, construindo uma Igreja “participativa e corresponsável, capaz de valorizar a riqueza da variedade que a compõe, acolhendo com gratidão também a contribuição dos fiéis leigos, incluindo jovens e mulheres, a da vida consagrada feminina e masculina e a de grupos, associações e movimentos.” Trabalhar o discernimento com os jovens é também valorizar os diversos carismas e modos de vida e serviço na Igreja. E Continuando, nos lembra que, àqueles que ajudam os jovens no discernimento precisam ter três sensibilidades:

–  A primeira é a atenção à pessoa: «trata-se de escutar o outro, que se nos dá com as suas palavras».

– A segunda consiste no discernir, isto é «trata-se de individuar o ponto certo onde se discerne o que é a graça e o que é tentação».

– A terceira consiste em «escutar os impulsos “para diante” que o outro experimenta. Quando alguém escuta a outro desta maneira, «a dado momento deve desaparecer para o deixar seguir o caminho que ele descobriu. Desaparecer como desaparece o Senhor da vista dos seus discípulos».

Devemos «suscitar e acompanhar processos, não impor percursos. Trata-se de processos de pessoas, que sempre são únicas e livres. Faz um alerta: a Igreja jovem não é apenas para os jovens, mas para toda a Igreja. Ela deve estar sempre aberta para a renovação. Neste esforço, a Igreja tem em primeiro lugar Maria como modelo de ser jovem. Ela abraçou sua missão totalmente sem ser subjugada pelos sofrimentos de seu filho.

Para o Papa, a juventude está marcada por sonhos que vão se formando e é nesta época da vida que os jovens procuram lançar-se e construir autonomia. Para nós, os adultos que acompanhamos a juventude, o Papa Francisco nos alerta sobre a importância de valorizar o discernimento para que o jovem cresça sendo verdadeiramente ele mesmo.

«Queridos jovens, ficarei feliz vendo-vos correr mais rápido do que os lentos e medrosos. Correi atraídos por aquele Rosto tão amado, que adoramos na sagrada Eucaristia e reconhecemos na carne do irmão que sofre…A Igreja precisa do vosso ímpeto, das vossas intuições, da vossa fé… E quando chegardes aonde nós ainda não chegamos, tende a paciência de esperar por nós».

Por Ir. Geralda Miranda – RMNSD